União pelo Renascimento Luso
Promover a identidade nacional lusitana
 

 

Autodeterminação para a Lusitânia

A presente situação da Lusitânia é urgente e dramática. Hoje em dia, a Lusitânia não tem qualquer tipo de autonomia política, administrativa ou cultural, a autonomia foi-nos sempre negada pela chauvinista, ditatorial e corrupta classe política portuguesa. Desde a criação do Estado Português, passando pela monarquia, pelo regime fascista e pela presente "democracia" europeísta, Portugal nunca aceitou a existência da sua população nativa Lusitana nem tolera a criação de um Estado Autónomo da Lusitânia, dentro das suas fronteiras históricas. O regime de dominação portuguesa não reconhece pura e simplesmente a existência do povo nativo Lusitano, nem da nação Lusitana, nem das suas regiões ou províncias históricas, o regime e os governantes portugueses aspiram à assimilação e à erradicação total da identidade nacional Lusitana, assim como das outras minorias étnicas e linguísticas em Portugal. A nossa nação Lusitana está actualmente à beira da sua quase extinção étnica e cultural.

A governação e a administração neo-latina portuguesa com a sua ocupação tem conseguido destruir a maior parte da identidade e da cultura nativa Lusitana em Portugal. A dominação portuguesa para nós Lusitanos, significa a maior e a decisiva causa do nosso declínio social, económico, humano e nacional, tudo isso conduziu à exploração e à devastação do nosso ambiente e a muitos outros resultados negativos e destruitivos para a Lusitânia. A política dos sucessivos governos portugueses de assimilação e desnacionalização cultural adquiriu à muito a dimensão de um verdadeiro genocídio cultural. Aparentemente, tudo isto é feito com o objectivo de transformar todas as Terras Lusas numa "lixeira de Portugal e da Europa". Conseguiremos nós Lusitanos impedir que isso aconteça? Através de um movimento de libertação nacional organizado e de um amplo ressurgimento da nossa sociedade civil Lusitana - certamente que sim!

Esta iniciativa tem como objectivo a formação de um amplo e activo movimento de libertação nacional Lusitano pela restauração e o desenvolvimento da identidade nacional de todos os Lusitanos e das outras minorias étnicas, tais como os Galaicos no território Lusitano, o surgimento de um futuro Estado Lusitano independente, a introdução de uma verdadeira democracia participativa dos cidadãos, as liberdades e os direitos cívicos, a superação do impacto negativo do aparelho estatal da República Portuguesa e lutar pelo progresso e desenvolvimento universal como forma de combater o declínio, o abandono, o atraso, a pobreza e a desertificação humana nas Terras Lusas.

Nós não somos um movimento autonomista cujo único objectivo é somente garantir a autonomia política da nossa região dentro das fronteiras da República Portuguesa! O nosso objectivo principal é, num futuro próximo, conseguir a completa independência da Lusitânia, assim como o estabelecimento de um Estado independente Lusitano, de acordo com as leis internacionais.

Como toda a gente pode imaginar, o nosso movimento de libertação nacional pela independência estará sujeito a todo o tipo de escárnio, de falsidades, de zombaria e mesmo da inimizade apregoada pelos que defendem o controle e a dominação portuguesa sobre o nosso povo e terras. à muitos anos atrás, a Lusitânia era ainda reconhecida, pelo menos, como uma área folclórica. Vibrando com as suas tradições muito antigas, mas muito se tem perdido desde a instauração da dita "democracia" portuguesa. Hoje em dia a situação é muito diferente; todo aquele que diga em Portugal palavras como "Lusitânia livre" ou "Terras Lusas" em público é logo conetado por "separatista" pela direita portuguesa mais intransigente, revanchista e intolerante, e aqueles que reclamam a criação oficial de uma simples região autónoma da Lusitânia são logo acusados de separatismo e possivelmente serão inimizados e rotulados como "perigosos nacionalistas e terroristas bascos". Para os governantes e opressores portugueses qualquer ideia de identidade nacional Lusitana significa é "absurdo" e uma "asneira estúpida". Na realidade, contudo, a supremacia portuguesa e a consequente quase total desnacionalização do território da Lusitânia é que são uma grande asneira, que não tem uma justificação razoável, por exemplo, qualquer pessoa pode duvidar de que a usurpação portuguesa possa justificar o sentido da soberania portuguesa sobre as Terras Lusitanas, quando actualmente, muitos outros países europeus e no mundo desapareceram devido à vontade soberana dos seus povos em serem livres e independentes, e a República Portuguesa não tem qualquer direito a qualquer succcessão dentro da federação denominada União Europeia.

Em 2001 apareceram as primeiras manifestações e movimentos em prol do reconhecimento dos Lusitanos e pela autonomia política dentro do quadro institucional da República Portuguesa. Contudo, estas questões foram gradualmente caindo e perdendo os seus apoios, e de momento elas quase desapareceram com algumas excepções. Os modernos movimentos autonomistas Lusitanos, estão maioritariamente concentrados na região das Beiras e negligenciados nas províncias do Minho e de Trás-os-Montes. Contudo, também o Minho e Trás-os-Montes (o território norte da Lusitânia também denominado de Calécia) estão para ser reconhecidos como territórios nacionais, o que é necessário fazer, de forma a serem completamente respeitados como comunidades independentes dentro do quadro de um futuro Estado autónomo Lusitano. Outro fenómeno interessante é o aparecimento da "separatistofobia" e da "regionalizafobia" dentro da sociedade e da política portuguesa, por exemplo, a insuperável desconfiança em qualquer sugestão de "separação ou secessão".

Nós somos denominados de Portugueses mas nós sabemos que não somos portugueses, nós somos Lusitanos! Quando nós avaliamos esta situação cuidadosamente, nós chegamos à conclusão que qualquer tipo de autonomia política dentro do contexto da República Portuguesa não tem agora qualquer sentido, será demasiado limitado e não irá resolver quase nada. A única possibilidade e o caminho efectivo para salvar, e restaurar a autodeterminação da Lusitânia é a: Independência.

O movimento autonomista Lusitano (e do norte Calaico) pela independência não deverá ser isolacionista. ele deverá basear-se na cooperação com os outros movimentos de libertação nacional e aderir à luta de todas as nações ocupadas e povos opremidos do mundo. Este rumo deverá ser seguido também pelo nosso futuro estado independente que deverá manter também relações estreitas com todas as outras nações ocupadas ou colonizadas do mundo.

O terrorismo é inadmissível para nós. Em qualquer caso, para o movimento de libertação nacional Lusitano qualquer indicação ou suspeita de totalitarismo, de intolerancia, de racismo, de populismo inaceitável e de outras exibições negativas, não serão aceite e deverão ser imediatamente combatidas. Nós não forçaremos a criação de uma sociedade homogénia, pelo contrário nós defendemos uma sociedade nativa multi-étnica e multi-cultural e apoiaremos o desenvolvimento das relações entre todas as minorias étnicas dentro da nação Lusitana. Na realidade, o impacto da presentemente homogenização uniforme da sociedade portuguesa é desvantajosa não só para o povo Lusitano como também para as outras minorias étnicas.

O futuro Estado da Lusitânia não deverá ser também isolado. Pelo contrário, ele deverá ser parte activa no desenvolvimento e na cooperação entre todas as nações do mundo e admitir também um federalismo moderado global baseado no respeito pela independência nacional de cada país soberano e na diversidade nacional, cooperando com todas as instituições internacionais reconhecidas. Uma apropriada delegação como símbolo de soberania e neutralidade deverá ser sempre enviada a representar a nação Lusitana nas instituições internacionais, com o único propósito de ultrapassar as dificuldades globais que o mundo hoje atravessa, principalmente nas áreas da saúde, do ambiente e da economia, e isto não significa qualquer perda real de soberania, pelo contrário, significa que todos podemos ter benefícios.

Um prejuízo destruitivo é só o que a dominação portuguesa da Lusitânia está a fazer, causando-nos imensos problemas, pobreza, subdesenvolvimento, atraso, abandono e declínio! A nossa independência é o objectivo principal mas não é o objectivo final. O futuro Estado da Lusitânia deverá enfrentar todas as dificuldades que surgirem, causadas pelo regime de ocupação colonial interna portuguesa, principalmente nas esferas onde os danos causados pela administração portuguesa foram mais graves, por exemplo, na coexistência social, no sistema judiciário, no serviço nacional de saúde, na burocracia exuberante, na punição dos chulocratas que controlam a assistência social, no poder local, no sistema educacional, na defesa do ambiente e na cultura nacioanl.

A independência nacional não significa libertarmo-nos só do colonialismo português, significa também, combater a influência ou o neo-colonialismo das grandes potências, das grandes companhias multinacionais e da dependência do capital financeiro. Tudo isto para chegarmos à conclusão de que a independência dár-nos-á vantajens diversas e novas possibilidades!

Esperemos que no fim a libertação nacional da Lusitânia acontecerá de qualquer forma! Queremos também dizer ao regime português e aos representantes locais da insensível governação centralista portuguesa de que a nossa Lusitânia nunca se renderá!

Todos os Lusitanos interessados e conscientes da sua verdadeira identidade étnica e cultural estão convidados a juntarem-se à nossa iniciativa. Qualquer informação, propostas, observações e os comentários de qualquer um dos nossos amigos serão benvindos.

Aqui está o nosso contacto:


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